DRAMA E MISTÉRIO NAS PRÁTICAS ÓRFICAS

Milena Tarzia

Resumo


Uma das maiores dificuldades no estudo do orfismo é encontrar fontes confiáveis de investigação. Seita de mistério, o orfismo e suas práticas foram ocultadas do corpo da Pólis e reservadas a um pequeno grupo de iniciados, seguidores de Orfeu – personagem fundador da seita. No entanto, seus adeptos nos legaram uma tradição escrita, cujo cânone abrange poemas cosmogônicos e escatológicos, além de uma série de inscrições (papiros, placas, lâminas) de caráter ritualístico que comprovam, arqueológica e simbolicamente, a difusão dessa mística que se expandiu pela Grécia entre os séculos VI e III aEC. Além da literatura que lhe é própria, o orfismo teria nos legado o drama sacramental. A proposta da investigação em apreço é a de analisar as possíveis relações entre o mistério e o drama na ritualística órfica e como essas práticas alegóricas e secretas se propagaram na Grécia sob o signo de Dioniso-Zagreu.


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